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Entenda a importância da vacinação de adolescentes
Publicada em 16/08/2021


 

Por Juliana Alves, da CNN São Paulo

Alguns estados e municípios já programaram a imunização de jovens de 12 a 17 anos em seus calendários de vacinação contra a Covid-19. É o caso de São Paulo, que planeja iniciar a vacinação de adolescentes nesta semana.

O infectologista e pediatra Marco Aurélio Sáfadi, presidente do departamento de infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, explica que, por enquanto, apenas a vacina da Pfizer tem a autorização da Anvisa para imunizar este público.

"É natural que após descobrirmos que as vacinas funcionam, que são seguras em adultos, que a gente vá caminhando para outros grupos etários. E é exatamente o que está acontecendo. A Pfizer é uma vacina que acabou sendo mais rapidamente estudada neste grupo de adolescentes, que forneceu dados de como a vacina se comportou nesse grupo, e isso permitiu que ela fosse licenciada antes que outras vacinas."

O especialista diz, porém, que isso não significa que as outras vacinas não possam ser usadas. "O que ocorre é que elas estão em uma fase um pouco mais atrasada para a gente descobrir como elas se comportam."

O pediatra e infectologista também destacou a necessidade da aprovação de uma vacina para os menores de 12 anos. "Neste contexto, eu destaco a própria Coronavac, que já teve o seu dossiê submetido à Anvisa". O objetivo do Instituto Butantan é incluir crianças e adolescentes -- na faixa de 3 a 17 anos -- na bula da vacina.

“É importante não esquecermos que são os adultos que mais sofrem com as consequências da Covid-19. Entretanto, há também casos graves em crianças. Há hospitalizações, e é muito desejável contar com uma vacina para ser utilizada em crianças.”

Priorização de etapas

Segundo o especialista, não há estoque de vacina para todos, portanto, é natural que seja estabelecida uma priorização, assim como aconteceu com os adultos.

"Eu entendo que, à luz das evidências atuais, com o caminhar da vacinação, existe um grupo de adolescentes que, na minha opinião, é prioritário, que são os adolescentes que têm comorbidades. A exemplo daqueles com 18 anos ou mais que têm problemas no coração, problemas no pulmão, diabetes, câncer, obesidade mórbida — e que são de maior risco — os adolescentes de 12 a 17 anos que têm estas patologias são também de maior risco para a doença."

O infectologista diz que adolescentes grávidas e pessoas com deficiência mental também deveriam ter prioridade.

"A gente sabe que a gravidez é um fator de maior risco, e não é negligenciável o número de meninas no país, entre 12 e 17 anos, que são gestantes, além de adolescentes portadores de doenças mentais, comportamentais, que em função de terem essas doenças, acabam tendo um maior risco de exposição e maior chance de desenvolver formas graves.”

 
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