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Fake News sobre drogas lícitas abre lives do mês do adolescente
Publicada em 10/09/2021


 

Fake news sobre drogas lícitas e os riscos para crianças e adolescentes. Esse foi o tema da primeira live promovida pela Sociedade Baiana de Pediatria (Sobape) como parte das celebrações no mês do adolescente. O convidado da noite desta quinta-feira (9) foi o Doutor em Pediatria pela USP, João Paulo Lotufo, representante da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) no combate ao álcool, tabaco e drogas. A próxima live está marcada para o dia 13, às 19h30, com o psiquiatra Antônio Nery Filho, no canal da Sobape na Makadu.live. Inscrições gratuitas abertas: https://bit.ly/sobape02

A presidente da Sobape, a pediatra Dolores Fernandez, fez a mediação do primeiro encontro e destacou a importância de se discutir os prejuízos das fake news para que, com base na ciência, seja possível avançar e combater o abuso das drogas, sobretudo as lícitas. Ela também reafirmou a importância do pediatra como agente na prevenção, o que inclui a orientação a pais, educadores e responsáveis pelas crianças e adolescentes.

Com larga experiência à frente do projeto “Dr. Bartô e os Doutores da Saúde” – de prevenção de drogas nos ensinos Médio e Fundamental (Clique aqui) -, Dr. Lotufo disse que, diante das inúmeras campanhas, a força das fake news caíram com relação aos malefícios do cigarro, mas vem aumentando quando se fala em drogas lícitas, como o álcool, e também a maconha cujo pico de experimentação acontece por volta dos 15 anos.

“São comuns fake news de que beber pouco ou usar maconha não traz risco de acidentes, sobretudo pra quem vai dirigir para perto, e que a maconha não faz mal ou não provoca dano porque é medicinal. Não existe maconha medicinal. Há o canabidiol usado com fim terapêutico, mas a lesão cerebral provocada pela maconha é irreversível”, esclarece, pontuando que o lobby pela liberação da maconha recreativa está, na verdade, relacionado ao lucro.

Dr. Lotufo alerta que a experimentação de álcool em faixas etárias cada vez menores tem sido muito mais expressivo do que outras drogas. “Pesquisas mostram que crianças com 10 anos já experimentaram o álcool e, quanto mais cedo é essa experiência, maior é o risco da dependência, sobretudo porque até os 21 anos o cérebro ainda está em desenvolvimento”, diz.

Os riscos de consumo de álcool e uso de outras drogas entre gestantes e lactantes também foram abordados. “Muitas mulheres só descobrem a gravidez aos 3 meses e até lá continuam ingerindo bebida alcoólica, o que traz sérios riscos, incluindo a síndrome alcoólica fetal, pois o bebê está exposto à concentração do álcool ingerido pela mãe, que também pode intoxicar o bebê pelo leite materno, seja por álcool ou outras drogas”, alerta.

Dr. Lotufo também alertou sobre os riscos de falsas informações sobre o narguilé e o cigarro eletrônico, ambos prejudiciais à saúde e causadores de intoxicação e dependência, sobretudo entre os jovens que são o público-alvo das propagandas. “Estudos apontam que uma hora de uso de narguilé, por exemplo, equivale a 100 cigarros, pois contém tabaco e outras substâncias igualmente nocivas”, orienta.

Prevenção

Ao falar sobre o trabalho que desenvolve junto a pais, pediatras, educadores, comunicadores, gestores públicos, legisladores e os próprios jovens através do projeto, Dr. Lotufo reafirmou a importância do alerta para o risco real do uso de drogas e disse que falta empenho político para a prevenção, que deve ser abraçada por todos. Ele também destacou a importância de aspectos ligados à valorização da família, espiritualidade, cultura, arte e esportes e envolvimento em ações sociais.

A presidente do Departamento de Adolescência da Sobape, a pediatra e hebiatra Sandra Plessim, elogiou o trabalho desenvolvido por Dr. Lotufo e destacou a importância de ampliar as ações e fazer os materiais serem distribuídos por todo o país para alcançar mais jovens e mais famílias.

“Só se consegue reduzir esse uso de drogas e atuar na prevenção trabalhando o psicológico, a família, os jovens... Os pediatras estão percebendo, cada vez mais, a importância da medicina integrada, que envolve aspectos emocionais, culturais e sociais. Seria muito importante que todos os colegas pudessem assistir a essa live”, pontuou.

Agradecendo o convite e falando para os pediatras, Dr. João Paulo Lotufo disse que esses profissionais são importantes agentes para a prevenção e têm a chamada janela de oportunidade na consulta. Explicou sobre o Aconselhamento Breve (para não usuários de drogas) e a Intervenção Breve (o que requer mais tempo é e direcionada para usuários) e se colocou à disposição dos pediatras baianos.

O especialista na prevenção ao uso de drogas indicou as publicações do Projeto Dr. Bartô e falou sobre o mais recente lançamento, o livro com distribuição gratuita “Tabagismo: Uma doença pediátrica - Asma e Tabagismo Passivo”, editado em parceria com a SBP. Dr. Lotufo incentivou a formação de multiplicadores baianos para a disseminação de informações seguras sobre os riscos reais das drogas, sobretudo para os jovens.

 
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