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Pediatras se manifestam contra consumo de bebida por gestante em novela
Publicada em 15/10/2018

Fonte: SBP

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) encaminhou nesta segunda-feira (15) um ofício ao diretor do Núcleo de Dramaturgia da Rede Globo, Silvio de Abreu, com um pedido de reparação por parte da emissora que, na última semana, exibiu cenas onde uma das principais personagens da novela Segundo Sol - Rosa (Letícia Colin) - ingere grande quantidade de bebida alcoólica, apesar de estar grávida.

No documento, assinado pela presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, são detalhados os problemas relacionados ao consumo do álcool durante as gestações e a importância da prevenção. Nesse sentido, pede-se à TV Globo que dentro da mesma novela seja oferecido o devido esclarecimento e estimuladas as práticas preventivas que podem evitar o aparecimento de manifestações da Sindrome Alcóolica Fetal (SAF), diretamente decorrente dessa ação.

A SBP recomenda ainda à emissora que, de forma geral, ao tratar de temas que tenham relação com a infância e a adolescência, em todas as suas fases, orientem seus autores à responsabilidade de abordá-los em acordo com práticas saudáveis ou, então, apontando caminhos para superação de eventuais problemas.

Para a entidade, mesmo sendo uma obra de ficção, uma novela, como Segundo Sol, ao mostrar cenas como da embriaguez de Rosa (exibida em 12 de outubro), pode "confundir e influenciar a população, estimulando posturas impróprias, com graves consequências para a saúde e o bem-estar dos fetos e recém-nascidos".

No texto enviado a Silvio de Abreu, autor de novelas como Guerra dos Sexos, Rainha da Sucata e Sassaricando, a SBP reitera que o consumo de álcool por mulheres gestantes é totalmente desaconselhado em qualquer fase da gestação e em qualquer quantidade de bebida. Segundo os especialistas, estudos científicos comprovam que essa prática aumenta de modo considerável o risco de o bebê apresentar malformações congênitas, como alterações faciais, atraso no crescimento, alterações em diferentes órgãos, sistemas e aparelhos, principalmente no sistema nervoso central e desordens de comportamento.

Os pediatras explicam que esse conjunto de alterações é denominado Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), cuja ocorrência faz com que as crianças atingidas possam ter dificuldades na aprendizagem, de memória, na fala, na audição e a incapacidade de resolver problemas, dentre outros. Já quando adolescentes e adultos podem apresentar desordens psiquiátricas e resistência à seguir normas, inclusive legais.

Também com foco no bem estar individual e coletivo, a SBP informa, por meio de sua nota, que mantém em seu site uma página com dicas importantes (http://www.sbp.com.br/especiais/saf/).

"Assim, considerando as implicações relacionadas a esse comportamento inadequado para a criança, a mulher e a saúde em geral, convidamos todos os brasileiros a se informar sobre o tema e a divulgar as medidas de prevenção", alerta a nota da Sociedade Brasileira de Pediatria.

*CONFIRA A ÍNTEGRA DO OFÍCIO E DA NOTA ENVIADA A TV GLOBO:

Rio de Janeiro (RJ), 15 de outubro de 2018.

Ao Sr Silvio de Abreu

Diretor do Núcleo de Dramaturgia da Rede Globo

Exmo. Senhor,

A Pediatria, por meio de sua Sociedade Brasileira (SBP), tem assumido importante
protagonismo nas lutas em favor dos direitos das crianças e dos adolescentes, o que inclui
iniciativas nos campos da saúde, educação, segurança pública e direitos humanos. Esse é um
compromisso da sua atual gestão, o qual tem sido cumprido com o apoio de todos 39 mil
especialistas na área e de parceiros institucionais.

Aproveitamos a oportunidade para vos encaminhar, em anexo, a íntegra de nota
divulgada pela SBP, na qual salienta comportamento inadequado exibido durante a novela
“Segundo Sol”, em capítulo exibido no dia 12/10/2018. No caso, trata-se de cena onde uma
personagem gestante ingere grande quantidade de álcool.

A SBP sabe que se trata de uma obra de ficção, contudo, considera preocupante a
abordagem dessa prática, pois pode confundir e influenciar a população, estimulando posturas
impróprias, com graves consequências para a saúde e o bem-estar dos fetos e recém-nascidos.

O consumo de álcool por mulheres gestantes é totalmente desaconselhado em qualquer
fase da gestação e em qualquer quantidade de bebida. Isso acontece por que estudos científicos
comprovam que essa prática aumenta de modo considerável o risco de o bebê apresentar
malformações congênitas, ou seja, alterações faciais, atraso no crescimento, alterações em
diferentes órgãos, sistemas e aparelhos, principalmente no sistema nervoso central e desordens
de comportamento.

Esse conjunto de alterações é denominado Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), cuja
ocorrência faz com que as crianças atingidas possam ter dificuldades na aprendizagem, de
memória, na fala, na audição e a incapacidade de resolver problemas, dentre outros. Já quando
adolescentes e adultos podem apresentar desordens psiquiátricas e resistência à seguir normas,
inclusive legais.

Ressalte-se que não se conhecem níveis seguros de consumo de álcool durante a
gravidez e nem tratamento para essas alterações. Sendo assim, o único recurso disponível é o
da prevenção, com base na abstinência total de consumo de álcool pela mulher grávida e pela
mulher que deseja engravidar. Com essas medidas, a SAF e seus efeitos são evitados em 100%
dos casos.

Sendo assim, em nome das crianças, das mães e dos 39 mil pediatras, solicitamos que:

1) Dentro da mesma novela seja oferecido o devido esclarecimento e estimuladas
as práticas preventivas que podem evitar o aparecimento de manifestações da SAF,
sendo que, para tanto, nossos especialistas podem atuar como consultores ad hoc.

2) De forma geral, ao tratar de temas que tenham relação com a infância e a
adolescência, em todas as suas fases, os autores fiquem atentos à responsabilidade
de veiculá-los em acordo com práticas saudáveis ou então apontando caminhos para
superação de eventuais problemas.

Cientes da responsabilidade como Vossa Emissora trata questões desse tipo,
aproveitamos ainda a oportunidade para solicitar uma reunião na qual poderemos elencar
situações e temas que podem ser abordados pelos núcleos de dramaturgia, os quais podem
alimentar enredos de ficção e serem importantes espaços de disseminação de práticas e
comportamentos saudáveis.

Sem mais para o momento, despedimo-nos com votos de estima e consideração.

Atenciosamente,

Dra. Luciana Rodrigues Silva
Presidente da SBP


Rio de Janeiro (RJ), 15 de outubro de 2018.

Ao Sr Silvio de Abreu

Diretor do Núcleo de Dramaturgia da Rede Globo

Exmo. Senhor,
A Pediatria, por meio de sua Sociedade Brasileira (SBP), tem assumido importante
protagonismo nas lutas em favor dos direitos das crianças e dos adolescentes, o que inclui
iniciativas nos campos da saúde, educação, segurança pública e direitos humanos. Esse é um
compromisso da sua atual gestão, o qual tem sido cumprido com o apoio de todos 39 mil
especialistas na área e de parceiros institucionais.

Aproveitamos a oportunidade para vos encaminhar, em anexo, a íntegra de nota
divulgada pela SBP, na qual salienta comportamento inadequado exibido durante a novela
“Segundo Sol”, em capítulo exibido no dia 12/10/2018. No caso, trata-se de cena onde uma
personagem gestante ingere grande quantidade de álcool.

A SBP sabe que se trata de uma obra de ficção, contudo, considera preocupante a
abordagem dessa prática, pois pode confundir e influenciar a população, estimulando posturas
impróprias, com graves consequências para a saúde e o bem-estar dos fetos e recém-nascidos.

O consumo de álcool por mulheres gestantes é totalmente desaconselhado em qualquer
fase da gestação e em qualquer quantidade de bebida. Isso acontece por que estudos científicos
comprovam que essa prática aumenta de modo considerável o risco de o bebê apresentar
malformações congênitas, ou seja, alterações faciais, atraso no crescimento, alterações em
diferentes órgãos, sistemas e aparelhos, principalmente no sistema nervoso central e desordens
de comportamento.

Esse conjunto de alterações é denominado Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), cuja
ocorrência faz com que as crianças atingidas possam ter dificuldades na aprendizagem, de
memória, na fala, na audição e a incapacidade de resolver problemas, dentre outros. Já quando
adolescentes e adultos podem apresentar desordens psiquiátricas e resistência à seguir normas,
inclusive legais.

Ressalte-se que não se conhecem níveis seguros de consumo de álcool durante a
gravidez e nem tratamento para essas alterações. Sendo assim, o único recurso disponível é o
da prevenção, com base na abstinência total de consumo de álcool pela mulher grávida e pela
mulher que deseja engravidar. Com essas medidas, a SAF e seus efeitos são evitados em 100%
dos casos.

Sendo assim, em nome das crianças, das mães e dos 39 mil pediatras, solicitamos que:
1) Dentro da mesma novela seja oferecido o devido esclarecimento e estimuladas
as práticas preventivas que podem evitar o aparecimento de manifestações da SAF,
sendo que, para tanto, nossos especialistas podem atuar como consultores ad hoc.
2) De forma geral, ao tratar de temas que tenham relação com a infância e a
adolescência, em todas as suas fases, os autores fiquem atentos à responsabilidade
de veiculá-los em acordo com práticas saudáveis ou então apontando caminhos para
superação de eventuais problemas.
Cientes da responsabilidade como Vossa Emissora trata questões desse tipo,
aproveitamos ainda a oportunidade para solicitar uma reunião na qual poderemos elencar
situações e temas que podem ser abordados pelos núcleos de dramaturgia, os quais podem
alimentar enredos de ficção e serem importantes espaços de disseminação de práticas e
comportamentos saudáveis.

Sem mais para o momento, despedimo-nos com votos de estima e consideração.

Atenciosamente,

Dra. Luciana Rodrigues Silva
Presidente da SBP

 
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