O Abril Azul é dedicado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), com o objetivo de informar a população, combater preconceitos e promover a inclusão de pessoas autistas na sociedade, já que no dia 2, é marcado pelo Dia Internacional da Conscientização do Autismo. E os pediatras desempenham um papel fundamental no cuidado e desenvolvimento das crianças com TEA. “Os pediatras ajudam, e muito, na redução de possíveis preconceitos e discriminações, além de ampliar a conscientização sobre o autismo”, afirma a psicóloga e escritora Cláudia Mascarenhas.
Muito além do acompanhamento clínico tradicional, os pediatras são frequentemente os primeiros a identificar sinais precoces do transtorno, tornando-se peças-chave no processo de diagnóstico e intervenção. “Isso traz uma responsabilidade grande e um papel muito importante nesse processo, pois são os primeiros profissionais a quem essa família recorre, porque estão acompanhando as crianças desde os primeiros dias de vida. Isso é uma ótima condição para que possa detectar, desde muito cedo, dificuldades de interação que os bebês venham a ter com seus cuidadores”, destaca a psicóloga.
Receber um diagnóstico de autismo pode ser desafiador e gerar muitas dúvidas e inseguranças. O pediatra atua como um guia, ajudando os responsáveis a compreenderem o transtorno, indicando terapias adequadas, como fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologi, e acompanhando o progresso da criança ao longo do tempo.
Confiança
A relação entre pediatra, criança e família também contribui para a construção de um ambiente de confiança. Isso é especialmente importante para crianças com autismo, que podem ter maior sensibilidade a mudanças e dificuldades em interações sociais. Um profissional preparado e empático pode adaptar o atendimento, tornando as consultas mais acolhedoras e menos estressantes.
Por isso, é essencial a capacitação contínua dos pediatras sobre o TEA. O autismo é um espectro amplo e diverso, e cada criança apresenta características únicas.

